- Gatas de botas, o calçado que mais bombou nos corredores da Bienal;
- Colados no estilista: Igor de Barros, da V.Rom;
- O Furacão Kenzo;
- Japan Pop Show: as meninas mangás que apareceram pela Bienal;
- Ferveção no lounge Fiat/Glamurama;
- O look globalizado de Madame Mim;
- Fashionistas mostram o que levam na bolsa;
- Vida de Modelo;
- O que mais odeio e o que mais gosto no SPFW?
Assista tjá!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Pílulas
*Teremos um verão, acho que se pode dizer… repolhudo!




Da esq. para a direita: mintdesigns e Ellus 2nd Floor.


O vestido pink é Do Estilista, o estampado é Fábia Bercsek.
A Osklen apostou na abundância, Tufi Duek foi mais comedido.
[fotos: Charles Naseh/Chic e SPFW/Fotosite]
[Biti Averbach, do Moda Sem Frescura – leia mais aqui]




Da esq. para a direita: mintdesigns e Ellus 2nd Floor.


O vestido pink é Do Estilista, o estampado é Fábia Bercsek.
A Osklen apostou na abundância, Tufi Duek foi mais comedido.
[fotos: Charles Naseh/Chic e SPFW/Fotosite]
[Biti Averbach, do Moda Sem Frescura – leia mais aqui]
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O ângulo perfeito de Kenzo
A MODA ESTÁ NUA: O MARAVILHOSO FIGURINO FAKE DE MARCELO SOMMER

Nada é banal em Marcelo Sommer e sua grife Do Estilista, não fantasiem errado. Mesmo quando declara fazer um desfile com seus desejos de imagem e não de produto ele está indo fundo no conceito de moda e na função dos desfiles. Ele, dentro de um sistema econômico que a cada dia privilegia muito mais os resultados e lucros (empobrecendo a imaginação na moda), lucra muito mais procurando os resultantes, os resultantes que fazem com que quando Marcelo cria uma peça, não temos dúvidas que só a ele pertence e só por ele poderia ter sido construído.
Fantasia e figurino. O quanto a moda vive com medo desses extremos, como os antigos navegadores tinham medo que o mar acabasse. Quebrar, romper com o medo da teatralidade, do fantasiar-se, do figurino faz parte de uma atitude avançada em moda, ainda mais nos tempos de hoje.
O linguista inglês J.R.R. Tolkien afirmava que “fantasiar é ser bem sucedido em fazer ou vislumbrar outros mundos. Não mundos possíveis, mas mundos desejáveis.
Já na definição rápida do Wikipedia diz que “figurino é o traje usado por um personagem de uma produção artística (cinema, teatro ou vídeo)”.

Bailando sobre esses dois conceitos, a marca faz surgir toda a força de seu imaginário. Não é figurino de enfermeira, nem fantasia de enfermeira, é exatamente a sua versão fake, a versão moda que trafega sobre esses mundos desejáveis. Não à toa muitos fashionistas ficaram fascinados pelo look que eu chamo de burka mulçumana.

Para provar o que eu escrevi e a radicalidade desse trabalho Do Estilista, por desorganização pessoal minha, assisti o desfile da janela de fora do museu com muitos fotógrafos e fashionistas. Foi uma experiência divertida e inusitada, porque eles identificavam os looks com pessoas de moda, do imaginário daquelas pessoas. Muitas gritavam:”Olha a Graça Borges! Olha o filho da Erika!” e não olha a noiva, a bruxa, o palhaço, a mulçumana.
Marcelo Sommer fez todos fantasiarem por poucos minutos um mundo muito melhor e mais divertido!
[Vitor Ângelo, do dus*****infernus - leia mais aqui]
Narcisa ama TDUD?!!!

A-CA-BA-MOS de ter aqui no SPFW o encontro com o nosso Deus particular, com o mito, a lenda, NARCISA TAMBORINDEGUY! Podíamos, por horas, tentar passar a emoção que sentimos nesse momento de luz, mas lhe daremos o relato literal para que você, querido leitor, se arrepie com a gente:
Didi: - Narcisa, você por aqui? Que desfiles você veio ver?
Narcisa: - Não sei, quais que têm?
Didi: - Olha Narcisa, vários.
Narcisa: - Ai, me dá os convites?
Didi: - Tá, vou tentar, mas antes fala aqui com a Polly (ligando pra Polly e passando o celular pra Narcisa)
Narcisa: - AI QUE LOUCURA! AI QUE ABSURDO! BEIJOS, NARCISA!
Narcisa fala no celular como quem deixa scrap no Orkut. Não faremos outra coisa daqui pra frente!
[Didi, do Te Dou um Dado - leia mais aqui]
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Durante a temporada de desfiles, nada mais normal do que se deparar com mil divergências de opinião. Fashionista que se preze tem sempre uma crítica na ponta da língua. Um diz que adorou o look sexy da Forum de Tufi Duek; outro, que prefere a moda lúdica de Marcelo Sommer; e assim vai, na multiplicidade de vozes da Babel Fashion.
Mas algo com que todos devem concordar é que a decoração da Bienal, nesta edição, é das mais bonitas da história do evento!
Grande parte desse mérito é do Estúdio Árvore –dirigido por Rogério Hideki e Vitor Santos– que agora assina toda a comunicação visual do São Paulo Fashion Week.

A pedido de Daniela Thomas, cenógrafa do evento, o Estúdio Árvore desenhou mais de 400 m² de ilustrações com inspiração nipônica. O trabalho, desenvolvido em três meses, resultou em 18 imagens que se espalham pelos painéis de papelão do prédio da Bienal. O efeito é deslumbrante!
“Misturamos a estética clássica das gravuras e pinturas japonesas (Angá/Hokussai e sumiês), com a modernidade de traços inspirados na designer Yuko Shimizu”, diz Rogério Hideki.
Um detalhe curioso: a dupla de designers Rogério Hideki e Vitor Santos, para quem não sabe, foi quem criou a V.Rom, marca vendida há um ano e meio para Alberto Hiar, igualmente dono da Cavalera.
[Biti Averbach, do Moda Sem Frescura – leia mais aqui]
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RITA WAINER ACERTA O PASSO NA 2ND FLOOR
Vou confessar algo que nunca tinha nem comentado nem com a Rita Wainer, estilista responseavel da marca. Os dois primeiros desfiles que ela fez para a grife de Nelson Alvarenga poderiam ter sido feitos por qualquer estilista, tinha muito pouco da personalidade e do processo criativo da Rita, pelo menos o que se via na passarela. Lembro de uns vestidos de cetim de noite que jamais imaginei ela produzindo. Não que o estilo tenha que se transformar em algo estático, mas estava longe de ser a alquimia entre a marca e um estilista convidado.
Nessa viagem pelo mundo, Rita conseguiu finalmente imprimir sua personalidade e ao mesmo tempo deixar a marca com seu próprio DNA. Essa tarefa não é fácil, mas foi delicioso encontrar a atitude da estilista através de looks étnicos-urbanos que ela tanto adora ou os patchworks na construção dos vestidos.
Uma coleção que marca finalmente um delicioso encontro (quem sabe em um youth hostel) entre dois mundos, o de Rita com o da 2nd Floor, o do conceitual com o comercial.
Rita leva sua timidez para viajar
[Vitor Ângelo, do dus*****infernus - leia mais aqui]
Nessa viagem pelo mundo, Rita conseguiu finalmente imprimir sua personalidade e ao mesmo tempo deixar a marca com seu próprio DNA. Essa tarefa não é fácil, mas foi delicioso encontrar a atitude da estilista através de looks étnicos-urbanos que ela tanto adora ou os patchworks na construção dos vestidos.
Uma coleção que marca finalmente um delicioso encontro (quem sabe em um youth hostel) entre dois mundos, o de Rita com o da 2nd Floor, o do conceitual com o comercial.
Rita leva sua timidez para viajar
[Vitor Ângelo, do dus*****infernus - leia mais aqui]
O ABSTRATO POÉTICO DA OSKLEN
Fazia algum tempo que o lirismo de uma idéia abstrata não dava o tom de uma coleção de Oskar Metsavaht. Fazia tempo também, desde o verão de 2005, com sua excepcional coleção sobre o vento que a Osklen não olhava para a natureza como inspiração, pois a marca e seu perfil ecologicamnte correto que o estilista tem adotado e filiado a grife nos últimos anos, tem feito ela olhar para o mundo natural muito mais como ideologia com prejuízo à poesia.
Choveu idéias na sua coleção de verão 2009. Inspirada na chuva, se ela não teve a radicalidade de seu inverno anterior, pelo menos avançou em muitos quesitos. Ao utilizar o plástico como elemento orgânico e poético elevou o conceito de natureza, afinal sempre esquecemos que o homem e suas invenções também fazem parte dela.

o prisma do asfalto sujo molhado: do plástico ao plástico
Ao propor um homem mais feminino com saias (fazia tempo que não se via um look desses nas passarelas tupiniquins), calças dhots com cavas baixíssimas tenta quebrar pelo menos imageticamente a camisa de força que se encontra a moda masculina.
Ao conciliar conforto com elegância, (incrível como a fluidez das peças parecia que os modelos estavam sempre aconchegados em suas roupas) reforça uma idéia que ele tem avançado sempre em sua marca que é de um modo de vida brasileiro, despojado, mas nunca desleixado.
[Vitor Ângelo, do dus*****infernus - leia mais aqui]
Choveu idéias na sua coleção de verão 2009. Inspirada na chuva, se ela não teve a radicalidade de seu inverno anterior, pelo menos avançou em muitos quesitos. Ao utilizar o plástico como elemento orgânico e poético elevou o conceito de natureza, afinal sempre esquecemos que o homem e suas invenções também fazem parte dela.

o prisma do asfalto sujo molhado: do plástico ao plástico
Ao propor um homem mais feminino com saias (fazia tempo que não se via um look desses nas passarelas tupiniquins), calças dhots com cavas baixíssimas tenta quebrar pelo menos imageticamente a camisa de força que se encontra a moda masculina.
Ao conciliar conforto com elegância, (incrível como a fluidez das peças parecia que os modelos estavam sempre aconchegados em suas roupas) reforça uma idéia que ele tem avançado sempre em sua marca que é de um modo de vida brasileiro, despojado, mas nunca desleixado.
[Vitor Ângelo, do dus*****infernus - leia mais aqui]
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O frio fez muita gente tirar moletons, lenços e casacos do armário. Mas dentro da Bienal a temperatura estava bem agradável e teve até shortinho. Dá uma espiada em quem veio conferir o primeiro dia de Fashion Week no nosso FLICKR!
A alma do rio
Depois de assistir ao desfile de Tufi Duek, deixei o burburinho da Bienal e rumei para o shopping Morumbi. Os leitores deste blog podem imaginar, porventura, que uma súbita fúria consumista tenha tomado conta do meu ser. Não, nem um pouco. O que aconteceu é que fui seduzida por um convite delicioso, irrecusável: jantar com o estilista Ronaldo Fraga, saboreando um menu criado pela chefe de cozinha Agnes Farkasvolgyi, à partir do tema da coleção, que é o Rio São Francisco.
Chegando lá, conversei com Ronaldo sobre sua fonte de inspiração. Ele abordou a espinhosa questão da transposição do Rio São Francisco –um projeto de irrigação que pretende construir 700 quilômetros de canais até a região semi-árida do Nordeste, mas que segundo os críticos do empreendimento, vai favorecer quase exclusivamente aos latifundiários, sem falar na questão do impacto ecológico e ambiental.
[Biti Averbach, do Moda Sem Frescura – leia mais aqui ]
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