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terça-feira, 24 de junho de 2008

Highlights


Depois de sete dias vendo desfiles e, no final, já no limite do espírito crítico e da contemplação, conseguimos fazer uma rápida mesa redonda para falar dos melhores momentos desta edição ...

Biti: "A superação do Fause e do Alexandre em relação as dificuldades após a mal sucedida venda de suas marcas para um conglomerado de moda. São dois estilistas cuja criação está acima de interesses comerciais"

Vitor: "Numa temporada fraca, destaco o Sommer e o Reinaldo Lourenço, que conseguiram discutir a moda de formas opostas e profundas. O Reinaldo entrou na arquitetura e no design trazendo a porcelana para a moda, e o Sommer foi até o limite do conceito de moda, discutindo fantasia e figurino"

Didi: "O ápice foi o modelo nu no desfile da Rosa Chá e, claro, a minha presença na redação, que fez a equipe ovular"

Fergs: "Gostei muito do lado sombrio que apareceu em alguns desfiles: os personagens do Sommer, as modelos levitando na Cavaleira, o olho vidrado das modelos da Fábia Berseck e a trilha do Lino Villaventura"

Carol: "OEstudio trouxe inovação para a passarela, através de uma apresentação multimídia"

Até a próxima edição!

Postado por Carol Ramos

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Manual de sobrevivência aos sem-convite

Morre de vontade de vir para a SPFW e se cercar de requinte e glamour, mas não tem convite? Ih mermão, precisa disso não, estou aqui para te passar um manual de sobrevivência aos sem-convite.

Por que não se espelhar na casta dos estudantes de moda? Essa classe sofre do terrível fenômeno do sem-convite, mas sempre comparece em peso aqui na Bienal.



Carlos Lumna, estudante de moda do RJ, entrou na Bienal com um convite de lounge (facilmente arranjado em faculdades de moda), técnica bastante usada pela classe dos sem-convite. Desesperado para ver um desfile foi até o backstage da V.Rom, elogiou a marca para a pessoa certa e saiu de lá com seu convite. Carlos, porém, nem sempre goza da mesma sorte, o desfile do O Estilista ele viu do lado de fora da Bienal por uma brecha entre os vidros espelhados. Diz ele que foi mais legal do que ver de dentro.


Adriano Brito, Luiza Gabrielle e Nilson Oliveira, estudantes de moda de SP, têm uma técnica infalível, eles vêm em bando. Uma parte fica lá fora enquanto os que entram na Bienal ficam incumbidos de arranjar mais convites para os que aguardam. Essa técnica é tão boa que eles têm cinco convites a mais do que precisavam, "tem que ter carão", diz um deles.

Se é carão que precisa, eu e a Carol temos de sobra. De credencial nas mãos e cara de "se-eu-não-fizer-essa-cobertura-é-você-quem-perde-o-emprego" entramos sem problema no desfile da Movimento, sentamos na fila-A, saímos de brinde nas mãos e ainda trocamos uma idéia firmeza com a Regina Martelli, que nos confessou que acha um desrespeito gente que senta na fila-A sem estar lá pra cobrir o desfile.


Um desrespeito!

[Didi, do Te Dou um Dado? - leia mais aqui]